segunda-feira, 15 de abril de 2024

Vamos falar mais sobre "Aprendizagem emocional"?

E aí, turma!!!A BNCC chegou e é hora de voltarmos a estudar!!!! Nada que já não fizéssemos, porém agora, alguns termos passaram a ter nomes novos e algumas atividades que fazíamos por opção ou necessidade passaram a ser fundamentais e obrigatórias! Li esse texto e achei interessantíssimo, espero que ajude você também! 
Beijinho
Profe SheilaResultado de imagem para BNCC NA EDUCAÇÃO INFANTILA aprendizagem socioemocional é de grande importância para o bom desenvolvimento dos alunos , sobretudo em escolas de educação infantil. Com aaprovação e aplicação da Base Nacional Comum Curricular as competências socioemocionais na educação infantil tiveram ênfase no processo de ensino-aprendizagem em sala de aula.
Continue a leitura e aprenda com aplicar de forma efetiva as competências que a base sugere:
A seguir você confere um trecho do ebook “Guia prático de aplicação das competências socioemocionais da BNCC”, um material que ensina passo a passo o que é a BNCC e o que ela orienta para educação infantil, detalha cada uma das competências socioemocinais previstas pelo documento e sugere atividades práticas para trabalhar essas competências em sala de aula. Baixe o seu gratuitamente!
Em que as competências socioemocionais contribuem?
De acordo com programas globais de educação, aplicar as competências socioemocionais na educação infantil gera uma série de impactos positivos em várias esferas da vida de uma criança. Tais como:
  • desenvolver e nutrir um ambiente de aprendizagem mais favorável, propício à melhora de resultados dos alunos nas disciplinas tradicionais do currículo;
  • ajudar a juventude a se preparar para o mundo, formando pensadores críticos e atuantes, capazes de compreender e respeitar as diferenças e tomar decisões tendo a ética como bússola;
  • contribuir para que eles tenham discernimento para construir um projeto de vida e estejam mais capacitados para o mercado de trabalho;
  • promover a equidade por meio do diálogo em relação às necessidades da sociedade civil, mobilizando, também, as famílias;
  • buscar contemplar os anseios das crianças e de seus familiares, ajudando a suprir carências de oportunidades e gerando impactos positivos nos indicadores sociais;
  • transformar e inovar a grade curricular e a escola em si, estimulando a cidadania e contribuindo para o desenvolvimento de uma cultura de respeito, tolerância e paz.
É importante reiterar que a intenção da BNCC não é fazer com que essas competências sejam, categoricamente, componentes curriculares, mas gerar meios de articular a aprendizagem dessas e de outras habilidades nas áreas tradicionais do conhecimento.
Nesse sentido, a implementação é desafiadora, pois a transformação não se dá apenas nos currículos, mas no cotidiano escolar como um todo, envolvendo todas as disciplinas, atividades e ações. Logo, processos de gestão, formação e capacitação de professores e métodos avaliativos, além, é claro, da relação ensino-aprendizagem, serão impactados.
O resultado de tanto trabalho, no entanto, vale a pena: é o ensino inovador e eficaz que as famílias procuram e as escolas buscam oferecer.

Quais as habilidades mais usadas na educação infantil?

Entre as várias competências socioemocionais na educação infantil , algumas se destacam por causar impacto significativo na educação infantil. Confira quais são elas:
  • empatia — buscar compreender emoções e sentimentos de outro indivíduo ao se esforçar para experimentar a situação de forma objetiva e racional, ou seja, “se colocar no lugar do outro”;
  • felicidade — viver o presente com plenitude, tentando não se estressar com o passado ou o futuro, ou seja, ser feliz “aqui e agora”, estando em paz com o seu corpo, mente e espírito;
  • autoestima — gostar de si e estar satisfeito com a apreciação que se faz de si mesmo;
  • ética — ter a capacidade de avaliar a sua própria conduta e/ou a de outras pessoas com base nos valores da sociedade e no que é melhor para a comunidade em que se vive;
  • paciência — suportar situações desagradáveis, injustas ou incômodas sem perder a razão, a concentração e a calma. É uma virtude cujas bases estão na noção de autocontrole emocional;
  • autoconhecimento — conhecer-se bem em sua essência, ter domínio dos seus próprios pensamentos, frustrações, esperanças, crenças e desejos. A partir desse conceito, é possível traçar um mapa pessoal a fim de interpretar seus focos e propósitos;
  • confiança — estar seguro de si e do outro, ter uma convicção esperançosa de que os resultados desejados serão alcançados. Trata-se de agir com firmeza, apesar de ainda não ter uma certeza empírica sobre os acontecimentos;
  • responsabilidade — cumprir com os seus deveres e obrigações e assumir as decorrências dos seus atos, sejam elas positivas ou negativas. Agir de forma consciente e intencionada;
  • autonomia — ter capacidade e segurança para tomar suas próprias decisões de maneira independente, ou seja, sem a ajuda ou interferência de outros. Empoderar-se da oportunidade de se decidir de forma espontânea e livre;
  • criatividade — usar seu conhecimento e habilidades para criar ferramentas de inovação ou adaptar-se ao meio. Descobrir novas maneiras de fazer alguma coisa ou inventar algo novo a fim de resolver um problema ou melhorar a vida cotidiana.
A partir desses exemplos, é preciso identificar como esses conceitos podem ser incluídos no dia a dia de uma escola infantil. Mais que isso, é necessário refletir sobre como eles podem ser ensinados na prática, não só no conteúdo programático, mas, também, nas atividades corriqueiras e rotineiras das crianças.

3. Como trabalhar as competências socioemocionais na educação infantil?

Limitar o ensino das competências socioemocionais à grade curricular não é o suficiente para que as crianças aprendam sobre respeito e empatia, por exemplo. Inserir esses conceitos em aulas de Matemática, História e Inglês é importante, mas é preciso ir além, colocando essas noções em prática cotidianamente.
Por exemplo, casos de bullying podem ser gatilhos para trabalhar habilidades como a empatia, a responsabilidade e a autonomia quando as crianças que estão testemunhando o ato são conduzidas a se envolverem ativamente com o tema, saindo da observação passiva e se tornando defensoras de quem sofreu a violência.
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Nessa perspectiva, o pesquisador Oliver John, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, propõe uma divisão das competências socioemocionais em 5 eixos.
São eles: abertura ao novo (desenvolvimento da curiosidade pelo aprendizado, interesse nas artes e imaginação criativa), autogestão (organização, foco, determinação, responsabilidade e persistência), engajamento com os outros (entusiasmo, assertividade e iniciativa social), amabilidade (respeito, confiança e empatia) e resiliência emocional (autoconfiança, resistência ao estresse e tolerância a fracassos e frustrações).
Vale reiterar que a aplicação desses valores e habilidades no currículo das escolas brasileiras abarca, além dos desafios pedagógicos, questões de ordem estrutural, conjuntural e até mesmo financeira — especialmente no que diz respeito à concorrência e às estratégias de captação e retenção de alunos.
Se você ainda não sabe por onde começar a implementar a nova Base, elencamos, a seguir, 7 maneiras de integrar as competências socioemocionais na educação infantil!

3.1. Adéque o currículo e capacite a equipe

O ensino das habilidades socioemocionais deve ser integrado, em etapas, ao processo de aprendizagem. O primeiro passo é adequar o currículo e, consequentemente, a formação dos docentes para que possam orientar os alunos. Em seguida, é preciso revisar as matrizes de avaliação e, finalmente, adequar o material didático.
No contexto da educação infantil, os professores são reconhecidos pelas crianças como modelos. Elas observam e copiam as atitudes vivenciadas no dia a dia. Por isso, a capacitação de toda a equipe pedagógica, inclusive do profissional de apoio, é fundamental para que os alunos estejam cercados de bons exemplos durante o período escolar.
Também é importante inserir na grade algumas atividades extracurriculares que permitam fazer da escola um microcosmo da sociedade. Nesse aspecto, incluem-se eventos como palestras, oficinas e rodas de conversa sobre temas-chave como empatia, felicidade, ansiedade, amor, amizade etc.
Nessa perspectiva, é importante considerar um Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), garantindo que a aplicação das competências seja inclusiva e a sua escola esteja apta a receber alunos com Necessidades Educacionais Especiais (NEE).

3.2. Ensine a identificar sentimentos por meio de músicas

O contato cotidiano com as artes é essencial para desenvolver a sensibilidade e uma percepção cultural das relações interpessoais. Atividades de musicalização infantil podem ser importantes aliadas na hora de ensinar as crianças a identificarem sentimentos. Essas ações podem ser incorporadas não só em aulas de Artes, mas também de História e Português, por exemplo.
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